Internet das coisas ou IoT: entenda o que é

A IoT vem ganhando cada vez mais espaço na indústria, pois já demonstra um potencial de uso enorme. De acordo com a McKinsey Global Institute, o impacto dessa inovação na economia poderá chegar até 11% do PIB mundial em 2025, correspondente a 11,1 trilhões de dólares. IoT no Brasil: é uma realidade? Sim e muito. De acordo com o IDC, o número de dispositivos conectados à internet no Brasil chegará a 30 bilhões e movimentará cerca de US$ 13 bilhões até 2020. A expectativa do crescimento da IoT no país leva em conta a nova política pública do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), que assinou um convênio com o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI) para a elaboração do Plano Nacional de Internet das Coisas, que estará em vigência entre 2017 e 2022.

O estudo, desenvolvido pelo BNDES e pelo consórcio McKinsey/Fundação CPqD/ Pereira Neto Macedo, está disponível aqui. Entretanto, não significa uma mudança apenas para a indústria. Nós, meros mortais, já podemos usufruir dos benefícios da Internet das Coisas, mas antes de sabermos como podemos usá-la, vamos entender melhor o que é.

O que significa IoT e como funciona?
A abreviatura vem do termo, em inglês, internet of things, ou internet das coisas, em português. Ele nasceu em 1999 após Kevin Ashton, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nomear um arquivo do Power Point que apresentaria à executivos da Procter & Gamble, onde, na época, trabalhava como Gerente de Marcas. Em um post no Medium, Kevin conta que precisava dar um nome “familiar e ao mesmo tempo intrigante” ao arquivo da ideia de criar uma rede de sensores para captação de dados. O conceito consistia na etiquetação eletrônica dos produtos da empresa por meio de identificadores de rádio frequência (abreviado RFID, em inglês). Em entrevista à Finep, o pesquisador afirma que “o fato de que eu provavelmente fui o primeiro a dizer ‘internet das coisas’ não me dá qualquer direito para controlar como os outros usarão o termo”. Ele explica que o usou para contextualizar o encontro entre as redes de comunicações humanas (exemplificada na internet) e o mundo real das coisas.

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